30 de abr. de 2011

há muito tempo, em uma galáxia...





bolachuda, banguela, perninha torta, praia badaladíssima de santa terezinha, saudade de ti,minha mãe-menina.

as horas

você fica de bobeira, juntando papéis, colocando o que estava ali, lá, não arrumando nada no fim das contas, é já é quase meio dia

você sai pra almoçar fora, caminhar de mãos dadas um pouco, mas já tem que ir embora, soltar a mão da outra, receber o beijo de despedida e o contato se corta, as peles se afastam, e já são 3 horas da tarde

você deita na cama na tarde de sábado, pra recuperar o sono atrasado de tantos dias, acorda com dor de cabeça é já são oito horas da noite

e o dia já escureceu, o mundo lá fora engana que está parado, e amanhã já é maio, e quatro meses já se passaram

as horas de ócio soam como desperdício

as horas de sono viram uma ponte entre o dia e a noite, uma ponte que se materializa em lugares diferentes, lugares bizarros de sonho, sonhos que trazem o passado o tempo todo à porta, batendo ( e não tem olho mágico, mas aquele olho psicodélico do desenho da Pantera Cor-de-rosa que leva a um mundo paralelo)

"tempo,tempo,tempo, falta um tanto ainda, eu sei, pra você correr macio"
está macio demais, escorrendo demais, rápido, veloz, incompreensível.

"tiiiiime, it's on my side, yes, it is".

yes, it is. but behind me, behind us, hunting like a hungry wolf.