29 de mar. de 2010

só pra registro

Como eu acordei hoje com vontade de escrever ( o que tem sido raro, infelizmente) não posso deixar passar. Só pra dizer que tenho folga nas segundas pela manhã. Sim, pelo menos durante o ano de 2010 in-tei-ro, eu não trabalharei pelas segundas de manhã. ( E quartas o dia to-do, iahú). Isso vem trazendo todo um novo sentido para os domingos, especialmente para os domingos à noite. Simplesmente, eles não são mais aflitivos, desesperadores, tristes como tinham sido há, sei lá, mais de 10 anos. Sim, coisas assim me deixam mais feliz, vai ver que meus padrões estão se ajustando à realidade. Do tipo - fique feliz com o que tem, por mais simples que seja. Rá. Não sei se é bom ou ruim, mas que eu estou aproveitando e me agarrando a isso, estou.
Mas agora a manhã finda, eu preciso tomar banho, me arrumar, colocar algo no estômago e ingressar de novo no mundo que não é o meu lugar. Mas viva, viva o fim de semana que tem a manhãzinha de segunda bem acopladinho nele.
Achei que devia compartilhar com os fantasminhas daqui.

A saga dos sonhos - parte 1

Tenho tido ( tenho tido é péssimo, mas vá lá) tantos sonhos malucos ( mais do que o usual), pitorescos e etc, que não posso deixar de registrar. Acho que vou adotar o sistema de dormir com um bloquinho e caneta ao lado, pra acordar e escrever os enredos de cara, porque depois, conforme as horas vão passando, as historinhas vão se perdendo, é triste. Ficam só algumas imagens que vão empalidecendo e sumindo, feito as fotos do Marty Macfly. Bom, esta noite eu sonhei que o Sean Connery (!!!) fazia uns testes comigo no meu carro ( era tipo um examinador) e enchia ele de água, e conforme eu fosse limpando, era aprovada ou não. Hahaha. Depois, vem a parte realmente boa - eu estava com ele na cozinha da casa da minha família ( a qual eu estou habitando novamente, mas isso é outra história, não posso perder o fio da meada, nãooooo) e ele vinha e me abraçava e bem, rolavam uns amassos, sabe como é. O mais nítido era que ele era tão alto ( e forte...) que a minha cabeça encostava no peito dele ( e eu sou alta, hein.) Até aí tudo bem, tudo excelente, mas dali a pouco, eu me dava conta de que o Sean era meu pai na história. Merda, merda, merda, mil vezes merda.
As outras partes do sonho era eu dirigindo loucamente indo pra Glorinha (!) que era uma cidadezinha pra lá de simpática ( diferente da estrada com casas e comércio na beira, que é) e chegava na rodoviária, estacionava o carro e ia perguntar pra um senhor qual era o caminho certo pra um outro lugar, e ele me dizia que o ônibus tinha acabado de sair, e eu dizia que estava de carro, e daí lembrava que tinha deixado ele todo aberto com a minha carteira e mais alguns objetos de valor bem expostos.
Enfim. Acabei me lembrando de quando era criança, ou "adolescente pequena" ( acho que sou adolescente grande agora), e era bem fascinada pelo Sean, coroa, careca e puro charme.
Acho que devo pegar esse costume de escrever os sonhos, nem que seja pra acrescentar um pouco de nonsense nessa vida que anda tão rotineira.
PS.: Fui procurar fotos do Sean e fiquei cabreira com a historinha dele com o filho.

22 de mar. de 2010

Isso, que é tanto, e muito mais em kioskerman.com.ar.

4 de mar. de 2010

Gramática dolosa

Até que ponto negar a realidade pra se alcançar algum tipo de felicidade? Palavra traiçoeira? Como todos os substantivos abstratos? Comportam tanto, muito mais do que alguns fonemas formadores: carregam um peso enorme que acaba se transferindo, ironicamente, aos ombros. Aos ombros da alma e os literais, "os ombros suportam o mundo". Exatamente: os meus, que são diferentes do próximo ( digo, do distante), é todo esse peso-pesado e estacionado. É como aquelas alegorias ( esplendores?) de carnaval que se usam nas fantasias, só que invisíveis. E a passarela dura uma vida toda, e a euforia, que num desfile de escola de samba dura até 50 minutos, é espicaçada em raros momentos do trajeto,que é "isso que chamam de vida".
Então os substantivos abstratos foram inventados pra definir as coisas que não podemos tocar, mas apenas sentir. Ou almejar sentir. Ou ter. Ou ser. E há tanto peso, adicional, além destes pra se carregar durante a vida - tudo o mais que se faz pra se ter vivos ( ainda que pesados, quase que insuportáveis) esses mesmos substantivos abstratos. Afinal, o quanto se danifica um sistema nervoso ou circulatório em nome dessa palavra, desse substantivo, dessa coisa abstrata, esse "amor"? Quanto de lágrimas, de dinheiro, de esforço mental e físico, pra pagar o preço? E o preço alto que é? Só para citar um dos Infinitos Abstratos, e para cada um está valendo todos esses danos.
Oh, doce alma gentil, saia da escuridão interna onde te encolhes, espreitando a vida, assim, feito verso de poesia portuguesa, e venha me dizer, ou mais ainda, me faça acreditar que todo o dano vale a pena, mesmo que tu ainda sejas pequena. Que, afinal, não se está sozinho nessa torre de castelo imaginário, com a arma apontada pra se defender, mas com as costas descobertas e à mercê do bote das palavras traiçoeiras.