palavras tortas
não as lançamos sobre os telhados
desta, ou de qualquer outra madrugada
deixamos para o silêncio
a tarefa de nos intimidar
e sempre, para sempre sabemos
da inutilidade
da precipitação.
e o que fica para depois
acaba por não ficar:
morre com o dia que nasce
Nenhum comentário:
Postar um comentário